TRUTH OR IMAGINATION" (Verdade ou Imaginação)
Sozinha em Casa - Parte IV
Minutos antes:
Do regresso da Mãe da Priscila:
Já se passa um dia, que não consigo entrar em contacto com a minha filha e muito menos ela me retornou, isso está muito estranho, será que algo de errado está a acontecer com ela?
Não quero atrair forças negativas para a minha casa e muito menos para a minha filha, mas algo não está a fazer sentido, em fim, da aqui a 5 minutos estarei em casa, irei perceber melhor, o que realmente se está a passar.
Mãe da Priscila:
Assim que cheguei a casa, pude perceber que ninguém estava lá, mais agravante é que tudo estava exactamente do mesmo jeito, em que eu deixei antes de viajar, facto este, que aumentava ainda mais a minha preocupação, pois me remetia a seguinte questão:
"Onde é que deve estar a Priscila, será que ela ao menos, não se deu o luxo de cuidar da casa por um dia, conforme havia me prometido".
Mãe da Priscila:
Sinceramente eu nunca imaginei, que a minha filha fosse me desapontar tanto assim, estou muito surpresa com essa falta de atitude e desatenção, por parte dela.
Uma noite antes de eu partir para a viajem, "a minha filha deu-me a sua palavra que estaria em casa", afinal de contas, ela só queria estar livre, para ficar a fazer das suas. Eu somente fiquei um dia fora de casa e acontece isso, imaginemos se fosse uma semana ou um mês, o que seria?
Mãe da Priscila:
Mas algo me chamou a razão, pois na verdade o erro já havia sido cometido, só me resta encontrar a Priscila, depois ela vai ter que me justificar, onde esteve durante todo esse tempo, é óbvio que em casa ela não parou. Primeiro vou ligar para as minhas sobrinhas (as primas), depois para as amigas e vizinhas, e por último para o seu namorado Shadir, por que esses adolescentes quando começam a namorar, parecem mais fogo na chaminé: "perdem todo o juízo".
Mãe da Priscila:
20 minutos depois, de eu efectuar as chamadas telefónicas para as amigas, vizinhas, primas inclusive para o namorado (Shadir), todos me confirmaram a mesma coisa, que:
"Apenas haviam avistado com a Priscila, no período da manhã na faculdade, depois ninguém mais lhe viu, e o número dela ficou fora da área".
Tirando toda a possibilidade de ser fofoca, comecei a consentir e percebi que realmente algo de errado se estava a passar com a minha filha, tudo indica que ela foi sequestrada ou pior.
Mãe da Priscila:
Fiquei tão desesperada, com o coração apertado e sem entender absolutamente mais nada, daí tive a ideia de verificar em todos os compartimentos da casa. Quem sabe ela deve estar em um dos quartos inconsciente, comecei a andar lentamente a verificar em todos os cantos da casa, mais algo me chamou atenção no quarto da Priscila:
"A porta meio aberta",_ o facto é que ela sempre manteve a porta fechada "estando ou não dentro do quarto", e quando aproximei, vi a Priscila com os olhos fechados, a fazer o movimento para cima, e novamente fez o movimento para baixo com muita força, para espetar a faca na barriga dela gritando:
"Me perdoe mãe, te amoooooo"
Mãe da Priscila:
Naquele momento, apenas abri boca e gritei não filhaaaaaaaaa...
Pude perceber que a Priscila teve um grande susto, ao ouvir o meu grito e deixou cair a faca, ela parecia estar meio apossuída e começou a perder os sentidos, tive que correr para segura-lá, mesmo assim ela acabou desmaiando.
Priscila: (25 minutos depois):
Quando eu abri os meus olhos, percebi que a minha mãe, estava sentada do meu lado, muito triste e preocupada, com lágrimas nos cantos dos olhos, ela apenas disse o seguinte:
Mãe da Priscila:
Minha querida filha "não precisa chegar até esse ponto, nada se justifica em querer tirar a sua própria vida, por conta dos problemas, somente o Senhor Deus, quem decide o nosso destino".
Priscila:
Com as lágrimas quase rolando nos meus olhos, disse:
"Mãe, passei por piores momentos dentro dessa casa, na sua ausência."
Havia um espírito maligno (fantasma), que me atormentava todo o momento, eu mal conseguia abrir a boca ou movimentar o corpo, pois ele me deixava imóvel.
Mãe da Priscila:
Mas filha, como isso é possível? você só pode estar a delirar, como dizes um disparates desses! só faltava me dizer que os objetos moviam-se, ou flutuavam aqui dentro de casa, estas a assistir muitos filmes de suspense, essas coisas não acontecem na vida real, tá bem.
Priscila:
Mãe eu juro por Deus, que não se trata de nenhum delírio ou Imaginação, é a pura verdade, "essa casa está mal assombrada", eu tenho o pavor de continuar a morar aqui. Mãe, esse fantasma me obrigou a escrever uma carta, a me despedir de si e do pai, e se eu não fizesse isso após os 10 minutos, ele mesmo havia de me tirar a vida, com está faca que está por cima mesa, e disse mais: Está com muita raiva de nós os 3 (Eu, mãe e o pai) sengundo ele, nós lhe usamos, quando ele ainda ainda respondia em vida.
Mãe da Priscila:
Não te preocupes filha, vou já ligar para um psicólogo para te fazer acompanhamento, estás a ter fortes alucinações, mas isso deve-se a falta de repouso, descanse um pouco, depois conversamos a respeito.
Priscila:
Fiquei chateada e disse: Mãe por cima da cabeceira tem a carta, que ele deixou de madrugada para eu ler, e essa segunda carta que está na cadeira ao lado, ele me obrigou a escrever para me despedir de vós (pai e mãe), os meus lenços estão meio queimado, por que ele fez a cama arder de repente.
Na mesa da cozinha têm 2 pratos já servidos, o televisor está ligado na sala e por último tem uma vela acesa por baixo da minha cabeceira, peço para apagar.
Mãe da Priscila:
Filha como eu já havia te dito, tens que repousar um pouco, estas a ter sérias alucinações, não têm nenhuma carta, vela ou lençol queimado nesse quarto. Ainda a pouco, passei em todos os compartimentos dessa casa, não tem nenhuma comida nas panelas ou no prato, os cabos estão todos desconectados das fichas e tomadas, ou seja não tem nenhum aparelho ligado, muito menos o televisor na sala.
Resumindo filha: tudo está do mesmo jeito em que eu deixei antes de viajar, só tem uma e única coisa de diferente nessa casa, poeira em todo o canto, onde é que estavas realmente?
Priscila:
Mãe eu não sou louca, apenas saí para faculdade e regressei, confesso que vi e conversei com esse fantasma, ele se chama...
Mãe da Priscila:
Cala-te Priscila, novamente queres dizer disparates, onde já se viu um fantasma com nome, estás a me deixar com nervos a flor da pele, é melhor descansar agora.
Amir (Gost):
Naquele momento a luz apagou, segundos depois começou a oscilar energia a soprar lá fora, com uns ruídos estranhos.
Priscila:
Mãe eu te falei que essa "casa é mal assombrada", só pode ser ele vindo, estou com medo.
Mãe da Priscila:
Filha eu já te disse para ficares calada ou eu não respondo por mim, esse barulho não passa de um vento lá fora.
Amir (Gost):
Do nada tudo ficou calmo, 20 segundos depois a porta se fechou com muita agressividade, como se alguém a tivesse empurrado, novamente a luz se apagou e a vela acendeu sozinho.
De repente aquela voz meio distorcida disse o seguinte: "Sandra, hoje você vai pagar tudo o que me fez!".
Priscila:
Mãe eu já havia dito que não se tratava de nenhum delírio, esse espírito maligno (Fantasma do Amir) mora nessa casa, e ele não vai descansar sem que nos partimos dessa para pior ou mudemos de residência.
Amir (Gost):
Com aquela voz meio distorcida disse o seguinte: Já é tarde para vocês pensar em se redimir ou sair dessa casa, eu vou a acabar com a vossa raça, mas antes eu quero me vingar, sangue paga-se com sangue.
A história continuará no 5 episódio...
Escritor Roteirista:
Edson de Lima Santana
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