THE RETALIATION and REVELATION (O Confronto e a Revelação)
Sozinha em Casa - Parte III
Cena da segunda parte:
Após os 10 minutos:
comecei a ouvir passos, e a porta do quarto abriu-se agressivamente, foi quando vi uma cadeira e um retrato a flutuar vindo em minha direcção, oscilou energia e ficou um silêncio total, e eu ouvi uma voz meio distorcida dizendo: "Não devias ter me desafiado Priscila, a porta do meu quarto se fechou agressivamente e a minha cama começou a pegar fogo”.
Nãaaaaooooooooooo...
Priscila:
Gritei tão desesperada, por que naquele momento não sabia realmente o que fazer, e muito menos como reagir perante essa situação. Senti que algo me tocou pelo ombro com uma certa força e me empurrou para trás, fazendo com que eu me sentasse na cadeira. Do nada pude perceber, que algo estava a flutuar bem em frente de mim. Mas quando prestei atenção vi que era o retrato do suposto dono da carta (Amir).
Amir (Gost):
De repente escutei aquela voz meio distorcida dizendo: Disseste que não havias de sair dessa casa sem que eu revelasse o meu rosto, certo! E disseste mais ainda: "Que tipo de homem eu sou, que não consigo encarar uma adolescente, não é verdade?" Portanto és me aqui Priscila.
Priscila:
Ao ouvir aquela voz, fiquei tão apavorada que nem queria mais olhar para aquele retrato, vontade de mijar e de gritar não me faltaram. Mais infelizmente, por mais que eu tentasse gritar a minha voz não saía, e não conseguia fazer um movimento corporal se quer, fiquei totalmente imóvel.
Amir (Gost):
"Olha fixamente para esse retrato, e veja muito bem quem eu sou (com um tom agressivo)" de repente a chama se apagou em minha cama e a lâmpada oscilou, aumentando ainda mais o meu pânico e desespero.
Priscila:
Em verdade digo: não reconheço e não faço a menor ideia de quem seja esse retrato. Embora o medo tomasse conta de mim, três questões pairavam em minha mente, ganhei a coragem e gritei dizendo:
1 - Por que me odeias?
2 - Que mal eu lhe fiz?
3 - Quem eu sou realmente para si?
Para mim basta, não importa quem ou o que você seja, eu exijo que apareça! Isso não é nem tão pouco normal, deve haver uma razão ou uma explicação?
Minutos depois - Amir (Gost):
Quem você pensa que é, para me exigir algo? (com um tom agressivo) ao mesmo tempo a janela do meu quarto se trancou, o retrato caiu no chão, a lâmpada se apagou e as velas acenderam. Novamente ele disse: olha para trás Priscila e abre as tuas mãos.
Priscila:
Sem receio, olhei para trás e abri as minhas mãos, vi um vulto preto a vir em minha direcção, cada vez que ele se aproximava, o meu corpo ficava mais arrepiado e sem forças. Ele me entregou o celular, com um tom de poucos amigos e disse: Nesse celular, tem tudo o que você precisa saber Priscila. Mas depois de escutar esse áudio, terei motivos suficiente para acabar com esse joguinho.
Priscila:
Percebi que o celular, estava na função de gravações de chamada (Voicerecord20/10/2006) apenas cliquei em botão start: Ouvi a Sandra a gritar como se estivesse a discutir com alguém, aproximei lentamente a porta do meu quarto, mais antes de abrir, ouvi a minha esposa dizendo o seguinte:
Dr. Afonso por mais difícil que seja, tens que aceitar essa verdade, eu já não quero ter mais nenhum contacto com sigo, tudo na vida tem o seu tempo determinado e esse foi o nosso. Quero que saibas, por mais que o Amir não seja o pai biológico da Priscila, ele é muito mais atencioso, carinhoso e sabe dar amor a filha, algo que você nunca o fez ou se importou, mesmo sabendo que és o verdadeiro pai da "pequena Priscila".
Assim que a Sandra terminou de falar, virou as costas e percebeu que eu estava ai no quarto, ela ficou tão assustada ao me ver, que até deixou cair o telefone no chão, com medo da minha reacção. Fiquei uns minutinhos só a lhe olhar, tentando entender o porquê de tanta falsidade por parte dela, com lágrimas nos olhos, apenas a perguntei:
"Como você foi capaz de me enganar tanto assim, nunca te dei motivos para tal e sempre fui aberto, tiveste muito tempo para me contar a verdade e não o fizeste. Onde foi que eu errei com sigo, para merecer todo esse castigo meu Deus”.
Hoje mesmo irei partir para o estrangeiro, está bem claro que nada mais me prende aqui, e quando eu regressar, não quero vos encontrar mais aqui. É melhor, irem morar com o verdadeiro pai da criança, porque de hoje em diante, vocês já não são mas bem vindas nessa casa.
Priscila:
Apôs eu terminar de escutar o áudio, lágrimas se encheram nos meus olhos, e apenas perguntei, que culpa eu tenho nisso tudo?
Na verdade o verdadeiro pai, não é somente aquele que te gera (biológico), mais sim aquele que te cuida, educa, e é presente em todos os momentos da sua vida, agora me diga: por que essa sede de vingança por mim, mesmo sabendo que sou a sua filha?
Amir (Gost):
Com um tom bem agressivo: Se eu ainda tivesse um coração e alma, talvez o perdoaria Priscila. Mas quando partis desse mundo, pouca gente vai em paz, na sua maioria ficam vagando iguais a mim, presos a terra, com muita raiva e sede de vingança, eu só irei encontrar a minha paz, se você e a sua mãe abandonarem a minha casa, ou partirem dessa para pior.
Amir (Gost):
Priscila dou-te apenas 10 minutos, para escrever uma carta a se despedir da sua mãe e o seu verdadeiro pai, assim que terminares de escrever, use essa faca que está aqui em cima da mesa, para tirar a sua própria vida, se não o fizeres até o fim desses minutos, eu pessoal venho tirar a sua miserável vida, com o maior prazer. Não adianta saíres desse quarto, e muito menos fugir, eu tudo vejo, tudo faço e em qualquer lugar estou.
Priscila:
Apôs eu terminar de escrever a carta de despedida, tentei ligar para a minha mãe, mas o meu celular estava sem carga, fiquei tão desesperada e comecei a orar, de repente escutei uns passos, vindo lentamente em direcção ao meu quarto, não me restava mais nada, além de pegar a faca, por que o aviso já havia sido dado.
Com as duas mãos segurei a faca, e fiz o movimento para cima, fechei os meus olhos, e novamente fiz o movimento para baixo com muita força para espetar na minha barriga, agritar:
"Me perdoe mãe te amoooooo"
Mãe da Priscila:
Ao ver a minha filha naquela estado, só abri a boca, gritei não filhaaaaaaaaaaaaa.
A história continua na 4ª Parte...
15.10.2021
Escritor Roteirista:
Edson de Lima Santana
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