A primeira cobradora de mini-bus
Capítulo I
Chamo-me Carmen Luís, tenho 18 anos, só estudante finalista da Universidade Zambeze, cursando contabilidade e auditoria, só órfão de mãe, e o meu pai é carpinteiro de profissão e de noite trabalha como segurança em uma loja, para conseguir um valor extra. A minha mãe perdeu a vida no ano 2012 vítima de doença, desde lá o meu pai já não era mas a mesma pessoa, ele sempre cumpri com os deveres de um pai em casa. Mas quando a saudade da minha mãe bate, ele afoga as mágoas nas bebedeiras. Passo mas tempo com o meu irmão de 8 anos, lhe divertindo e cuidando, para que ele não se sinta só nesse mundo tão gigantesco, (sei que nunca se preenche o vazio, quando se perde um familiar) poís eu dou o máximo, para que ele sinta a minha protecção e companhia.
Logo pela manhã, em pleno feriado do dia 25 de Setembro, o meu pai repetiu várias vezes, dizendo que estava tão feliz e que nos amava bastante, nos levou para passear e deu um jantar muito especial, por certo momento pensei que ele estivesse a nos despedir pós ele desde que a mamãe se foi, nunca mas lhe vi assim de boa. Após o jantar ele nos ofereceu presentes, e disse que nós éramos o motivo da felicidade dele, e novamente disse: que nos amava muito e ele foi em direcção ao quarto sorrindo e bebendo, desde que ele dormiu nunca mas acordou. Mal sabia eu, que eram os nossos últimos momentos aqueles de tanta felicidade e harmonia, o legado dele sempre será vista em nossas obras (a dos filhos do Sr. Luís).
Daí para frente a minha história mudou totalmente, eu tinha que ser o pai e mãe do meu irmão mas novo, sem se esquecer que eu tinha que mudar o período das aulas (diurno para noturno) para arranjar um emprego e me auto- sustentar e pagar as propinas. Bem, eu entrava na faculdade às 17:30min e largava às 22:10min, e assim que eu chegasse a casa, eu fazia bolos caseiros, amendoim torrado e maçaroca, para o meu irmão vender ao regresso da escola no dia seguinte, pós ele estudava no período da manhã. Desde que o meu pai, faleceu, eu trabalhava diariamente como: cobradora de chapa- 100 "mini-bus", sofria muita discriminação, o que tornava mas difícil, me ambientar nesse trabalho.
Tive que superar o preconceito perante as pessoas, mas eu bem sabia que fazia o meu trabalho de coração aberto, e era um dinheiro digno, não estava a roubar ninguém e muito menos a me prostituir. Era difícil nos primeiros dias, mas ninguém me disse que seria fácil, eu tinha que acordar às 5H preparar o uniforme do meu irmão e uma marmita para ele levar a escola. Pontualmente às 6H até as 16:30 trabalhava como Cobradora de mini-bus, porque às 17H tinha que ir a faculdade. É desse jeito que eu ganhava a vida, para pagar as minhas propinas, vestuário, alimentação de casa e a escola do meu irmão. Num dia enquanto efectuava o meu trabalho no mini-bus, conheci um rapaz chamado Edson, contabilista de profissão no Banco BCI e trocamos contactos.
Meses depois
Fomos namorando e nos conhecendo ainda mais, só para lembrar que os opostos se atrai, ele me fez a seguinte questão: Marinela aceitas se casar com migo?...
A história contínua no segundo capítulo
Adaptado por:
Edson D'Lima Santana
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