segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

O HOMEM DAS AGUAS

Por um piscar de olhos




Antes de começar a ler essa emocionante história, pense nisso:

Nunca faça ao outro o que não gostaria de ser feito.



1º Capítulo



Chamo-me Álvaro Fumo, sou natural de Tete, tenho 16 anos, sou filho de Paulo Fumo e Anita Ribeiro, o meu pai é pescador e a minha mãe agricultora. Desde criança o meu pai me ensinou a nadar, a pescar no rio e no mar, "ele disse que saber nadar é base de um pescador." Eu sempre tive vontade de frequentar uma escola, porque  tinha sonho de ser marinheiro ou bombeiro, mas os meus pais não reuniam condições para tal e a nossa pesca era mas para a subsistência.

Eu todos os dias às 16H, ia a praia frescar, as 16:30 organizava o meu  material e o barco, às 17H entrava no mar para ir pescar. Conheci um grupo de jovem, quando eu me mudei para Beira, queria tanto ser como eles, ir a escola, no final de semana ir a piscina de carro frescar e quando der vontade ir a praia jogar bola e depois nadar,  gozar da liberdade e da adolescência.


No final de semana seguinte

o mesmo grupo apareceu na praia para se divertir: (jogar futebol e frescar) eu pedi para entrar no time de futebol deles, e simplesmente recusaram a minha participação. Disseram me que a time já estava completa e era de élite. E além do mais: que não se juntam a gente pobres e principalmente pescador, se não ele haveria de furar a bola com dedos rasga manta. bem, "a humildade não tem preço", fiquei no meu canto assistindo eles a se divertirem: jogando futebol, bebendo e sorrindo, até então dois foram nadar para tirar o suor do corpo.

De repente um regresso e não se deu conta que o amigo ainda estava na água, 10min depois ele se lembrou, e o amigo já estava bem cansado devido o jogo na areia da praia e sem forças por efeito de álcool no corpo. Todos os amigos já estavam embriagados, e a maré estava bem agitada, as pessoas que se encontravam na praia, estavam com medo de enfrentar a maré alta. Enquanto o rapaz se afogava, pedindo socorro, socorro, alguém por favor me ajude, ele pensou em muita gente na aquele momento, especialmente a família, porque eles não o haveriam de vê-ló mais, e lágrimas atravessam o seu rosto de tanto desespero.

Quando o pescador se apercebe que alguém estava a se afogar, nem pensou duas vezes, poís se a correr em direcção a maré alta, e mergulhou feito peixe em alta velocidade, até parecia que ele tinha sintonia com a água da praia, feito aquele filme "Aquaman" O jovem que estava se afogando, perdeu todas as esperanças, o seu coração batia a mil por horas, eram os seus últimos minutos de vida, pós o rapaz estava a beira da morte. Ele sentiu que algo o puxava para a margem de fora, sem perceber o que era exatamente, que estava lhe ajudando, ele já não aguentava mais e  desmaiou.

O jovem pescador, tirou o rapaz da água e fez a respiração boca a boca para salva - ló, mesmo sabendo o que o jovem o havia dito antes de começar a jogar bola. Quando o jovem recuperou os sentidos, não sabia o que dizer e nem como agradecer, poís sabia que foi por um triz *"(Foi por um piscar de olhos)"* que a sua vida não lhe pertenceria mas.


Um dia depois:

O pai do jovem que havia se afogado, pediu ao filho e aos seus amigos, que fossem procurar o pescador para agradece - ló.



A história contínua, no segundo capítulo


Adaptado por:

Edson D'Lima Santana

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