segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

O CONQUISTADOR

Missão quase impossível



"O meu primeiro namoro"



Capítulo 1



Meu nome é Arlindo, tenho 21 anos, sou o filho mas velho de casa, órfão de pai, e a minha mãe Anabela, representa os 2 papéis (pai e mãe). A minha mãe é Médica de profissão do HCB, e por último o meu cassula Kelven o chamado 'Sherlock Holmes' - "O paquerador" ele conquista todas raparigas que lhe passam pela frente, ou seja tudo que se move. Ele se acha o garanhão, o macho Alfa, tipo aqueles actores das novelas mexicanas. Todo encantador e irresistível,  mas espera aí, não é que ele têm mesmo sorte com as garotas, em fim todo mundo tem uma certa inclinação em algo.

Eu por exemplo, sou menos descolado, mas em matéria escolar, sou barra (inteligente). Eu sempre tive o sonho de ser "advogado", mas quando o meu pai perdeu a vida, vi esse sonho ir a água baixo (reduzido em cinzas) porque a minha mãe, prefere cursos técnicos, de fácil aceitação no mercado de  emprego. Razão pela qual, ela me matriculou no Instituto Industrial e Comercial da Beira, seguindo o curso de contabilidade em fim, como ela sempre diz: "É fácil sonhar, difícil é realizar o seu sonho."  Mesmo contra a minha vontade, em relação ao curso de contabilidade,  tinha que aceitar a decisão da minha mãe, pós é a minha realidade, no final das contas, ela é quem dita as regras, e faz às despesas na aquele teto.


Segunda-feira 

Quando eram por 5:30min, despertei e fui tomar banho. Preparei uma marmita, por que no Instituto, estudasse em 2 turnos (demanhã e a tarde), ao contrário de outras escolas. Saí, muito cedo de casa, e caminhei até o Instituto, por ser o primeiro dia de aulas, não queria fazer feio, perante os meus novos colegas de turma. Ouvi dizer, que eles são os filhinhos do papai, por essa razão optei em sentar na carteira de trás, onde me sentiria mas sossegado e não seria notado de primeira por ninguém. Aos poucos, mas alunos entravam na sala, e sentavam com quem já conhecia ou sentia mas afinidade, e eu no meu cantinho com  auriculares observando tudo e todos.

Derepente a professora Lucineide entra na sala de aulas, e todos ficaram num silêncio total e completo. E ela educadamente nos cumprimentou e se apresentou, e em seguida, pediu para que a turma inteira, fizesse o mesmo. Aí sim, pude perceber que não importa o lugar em que você, se encontra sentando na carteira: (em frente, atrás ou até no meio), sempre serás notado, principalmente quando o seu "apelido é estranho." Digo isso, por que todos se puseram a gargalhar, quando chegou a minha vez, de apresentação, por que o meu apelido é um astro mesmo: Arlindo Manteiga Ndjafo Casa Branca. 

O primeiro dia de aulas foi especialmente centrada em mim, por causa do meu apelido, os meus colegas não paravam de piadinhas.  A parte positiva nisso, é que  todos não tinham receio de conversar comigo, inclusive a Éster a moça que faz o meu coração ferver, feito a sopa que a minha mãe prepara aos sábados a tarde. Quando eram por volta das 17H, depois das aulas terem terminado, a Éster me aproximou com o sorriso nos lábios, e disse: Arlindo, queres que eu pinte a sua Casa Branca, "DE ROSA"

E eu péssimo em conquistar mulheres disse: Por mim eu deixaria que você pintasse um arco-íris em mim e em todas casas do meu bairro. E a Éster diz: seu bobó, viajas muito sem passaporte nem. E o Arlindo diz: O meu nome é lindo porque perdi todo o Ar quando te vi. E a Éster diz: você como mente Arlindo xiiiiiiiiiiiiii, és muito exagerado.

Ele diz: Nada haver Éster era só para criar conversa.

O que a Éster não sábia, é que aquelas eram, as suas melhores declarações (paqueras), frente em frente a uma mulher. E na aquele momento, eu  desejei ser o meu irmão Kelven, o sortudo das raparigas, o tal Sherlock Holmes - "O Paquerador"*, para conquistar o coração da minha querida e amada *Éster.*



Contínua no segundo capítulo...



Adaptado por: 

Edson D'Lima Santana


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