segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O HONESTO

"Tenha fé, que chegará a sua vez"



Antes de ler o texto pense nisso:

Muita gente não sabe esperar (não têm paciência), querem ter tudo da aqui para qui, mas quando o Senhor nosso Deus nós concede esse desejo, 30% das pessoas no mundo consegue dobrar os joelhos ou simplesmente agradecer ao Senhor.


"Álvaro Pina Viera é meu nome", tenho 27 anos de idade, sou solteiro, concluí a minha licenciatura no curso de contabilidade na Universidade Pedagógica da Beira "actual  Universidade Licungo."

No ano 2013, fui estagiar na Empresa CFM – Centro durante 3 meses, em nome da faculdade para poder fazer o meu projeto de conclusão do curso ou seja a monografia, durante esse período o Diretor das Finanças e Contabilidade na Empresa CFM, estava avaliando a minha prestação desde assiduidade, desempenho, a minha relação com os colegas, a forma como interagia e coordenava dentro do sector, até o último dia do meu estágio.

Um mês depois, eu recebi a chamada para uma entrevista no CFM – Centro, quase caí de costas, por que não estava a acreditar que o meu sonho estava preste a se tornar realidade! foi como pensei na época do estágio.

Depois de terminar a entrevista, o "Diretor dos Recursos Humanos" decidiu me contratar, por que percebeu que o meu perfil se enquadra com os regulamentos internos da empresa, o "Diretor RH" apenas disse: já estás contratado a partir da próxima segunda – feira às 7:30 começas a trabalhar está bem, com um tom, de sejas bem vindo ao barco!

No primeiro dia às 6:50 minutos já me encontrava no edifício dos CFM, a espera da hora da entrada, acredito que a assiduidade puxei a característica do meu pai, enquanto a paciência e a persistência puxei a minha mãe, ela sempre dizia: Meu filho, nunca perca a fé e a esperança "(Enquanto houver vida, o sol irá nascer no dia seguinte) ditado que a minha amada mãe usava para mi confortar."

7 anos depois, eu me via como um *expert* em várias áreas que eu havia trabalho, mas tudo ainda continuava na mesma (carreira), que havia sido contratado (como técnico) e o meu salário não aumentava durante todos esses anos. 

"Daí parei e pensei:" Formei tanta gente, que hoje em dia são os meus chefes na empresa, sinceramente me senti injustiçado, mas não fazia o meu tipo guardar rancor. Mas também recordei o ditado da minha amada mãe! (Enquanto houver vida, o sol irá nascer no dia seguinte.)

Em todas manhãs, noites antes de dormir e ao despertar, eu de joelhos pedia a Deus para que um dia olhasse para mim, não era fácil conviver nessa situação, não vou negar que em algum momento cheguei a pensar que fosse um espirito maligno, mas a minha fé por Deus é maior que tudo nessa vida.

Até que num belo dia, o Diretor do CFM - Centro pediu a minha presença (Álvaro) e do meu chefe de departamento na área de contabilidade (Wilton Pene), e nós disse o seguinte: 

Eu tenho assistido gradualmente a vossa forma de trabalhar, o jeito pela qual vocês se dirigem aos vossos colegas e como tem solucionado os problemas da empresa, mais antes gostaria de vos fazer algumas perguntas relacionadas ao vosso sector, "o que nós não sabíamos, é que estávamos a ser avaliados."


*Começou a perguntar o Diretor:*

1ª - O que vocês acham que está a faltar no nosso sector, e que deve ser melhorado?

Wilton: Eu acho que nós os chefes, deveríamos ter o direito a subsídio de risco ou horas extras, porque nós temos saído quase todos os dias tarde a fechar o caixa, e não temos direito ao transporte. Respondeu o meu chefe *Wilton* ele erra directo e escova!

Álvaro: Sinceramente acho que todos os trabalhadores, que mais se destacaram em cada sector, deveriam ter o direito de bónus de desempenho mensalmente (melhor trabalhador do mês) inclusive aos chefes, isso para incentivar todos os trabalhadores a quererem se esforçar cada vez mais. Eu respondi, calmo e sugestivo, pensando em todos!


2ª - Quem vocês acham que tem contribuído menos?

Wilton - atrevido e directo: Eu acho que o Mourinho e o Santana nesse mês tiveram um fraco desempenho, eles não merecem ter o bónus de produtividade, talvez no próximo mês, se eles se esforçarem.

Álvaro continuava sugerindo: Eu acho que a culpa primeiramente têm sido nossa como líder, por não supervisionar direito a equipe, vamos nos esforçar mais e apresentar melhorias semanalmente em nosso trabalho, eu acho que, se um elemento falha e os restantes acertam, todo o grupo estará manchado, porque devemos caminhar em sincronia.


3ª - Quem vocês acham que eu deveria o demitir na empresa, pela idade, morosidade no serviço ou por motivo de doença,  só quero um nome, por que quero colocar o meu sobrinho a trabalhar aqui no CFM?  

Wilton - disse meu chefe a escovar o Diretor: Não é nada pessoal, mas o Sr. Ossumane já há algum tempo não anda bem de saúde acho melhor lhe conceder a reforma; o Sr. Carlos já é muito idoso também acho que deveria o substituir por alguém mas jovem acho que seria justo lhe conceder a reforma; enquanto o Edson tem sido muito moroso (lento) acho melhor lhe demitir, ou procurar outro sector para lhe encaixar, por que aqui ele não esta a ser útil.

Álvaro ainda continuava sugerindo: "Sr. Director" acredito que todos nós erramos e merecemos uma chance, em relação a retirada de alguém para o sobrinho do S" Director" o substituir, não tenho nenhuma sugestão (nome), desculpe a expressão, se o "Sr. Director" têm o poder para demitir um trabalhador, acredito que da mesma forma podes admitir outro trabalhador na empresa, sem precisar de nós citarmos  o nome de alguém. 

Eu no fundo sabia que as minhas respostas, apesar de serem correctas e sugestivas, iam contra as ideias do meu chefe Wilton, por que ele só pensava em seu benefício e não a dos outros, fiquei pensando nisso até o Diretor tomar a palavra!

O "Diretor" realmente ficou surpreso pelas respostas e atitude dos seus dois melhores funcionários e disse muito obrigado pela vossa sinceridade, precisamos de gente assim nessa empresa, honesta, seria e justa, que luta por todos e num bem comum, que opta em ser um líder na equipe, por essa razão nomeio a ti "Álvaro" parabéns, de hoje em diante passará a ser o meu "Adjunto Director."

Eu fiquei sem perceber absolutamente nada, em meu íntimo não parava de agradecer a Deus por me ter abençoado, nem eu nem o meu chefe Wilton imaginávamos que estávamos a ser avaliado para essa vaga, talvez as nossas respostas seriam mais estratégicas e menos sinceras.

Por tanto te peço: Nunca desista dos teus objetivos até alcança-las, não pare de lutar antes de realizar o teu sonho, faça sempre o que é certo não importam as circunstâncias, e faça sempre o bem de coração aberto, sem precisar de esperar algo em troca.



TENHA FÉ, QUE CHEGARÁ A SUA VEZ.



Texto de Reflexão



Escritor:

 Edson de Lima Santana

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