Tenho que ser, profissional ou parcial
Chamo me Patrício Oscar, tenho 47 anos, sou natural da Beira, casado, pai de 2 filhos Stella e Fredson.
Venho de uma família humilde, que tudo fizeram para assegurar os meus estudos até onde puderam, por que sabiam que eu era um filho bem aplicado.
Eu encontrava a minha determinação no sofrimento que passava dia pós dia, e transformava o meu sofrimento em sucesso escolar, para fazer valer o esforço dos meus pais.Os meus pais perderam a vida, vítima do acidente de viação quando eu estava a frequentar a 12ª classe. Havia um colega chamado Ustin Brichker, que me ajudava em todas as despesas escolares, ele comprava livros, brochuras, até pagava impressão dos meus trabalhos escolares, sinceramente eu nem sabia como o agradecer, porque não tinha condições para tal, e além do mais eu era órfão de pais.
Graças a Deus, ganhei uma bolsa de estudos para fazer a licenciatura em Portugal, em nome da associação dos padres da igreja, em que eu frequentava. O padre Sanga, conhecia toda a minha história, (inclusive sabia que eu era órfão), humilde e bastante aplicado na escola (inteligente), por essa razão o padre Sanga sentiu - se comovido, ele sendo o líder conversou com todos os colegas da associação para ajudar o Patrício a se formar, poís o ele mostrava ser determinado em alcançar os seus objetivos, embora não tinha condições para tal.
20 anos depois, o Patrício regressou de Portugal, e foi assistir a missa do padre Sanga, depois do momento do ofertório o Patrício pediu palavras: "Agradeceu ao padre Sanga e aos demais da associação dos padres por lhe ter concedido uma oportunidade (a bolsa de estudos), e em seguida ofereci um cheque para o fundo da igreja, só o padre Sanga ou os integrantes da associação poderiam usar, para para minimizar qualquer situação de anomalia enfrentado pela igreja.", Após a missa eu conversei muito com os integrantes da associação dos padres e trocamos de contactos.
"Ofereça sempre algo de coração aberto e não espere nada de volta, se pensares que um dia terás algo em troca, podes ter a certeza que você o emprestou, e não ofereceu."
5 anos depois, eu consegui abrir a minha própria empresa, mas constatei que tinha apenas 3 contabilistas e eu queria 4, e pedi para o Director dos Recursos Humanos desponibilizar uma vaga em forma de concurso público, uma semana depois o Director do RH trouxesse me dois currículos dos 2 candidatos que haviam tirado melhores notas em todos os testes de candidatura feito pelo Recursos Humanos. O Milsid era o primeiro candidato inteligente, experiente e profissional por coincidência o segundo candidato era o Ustin Brichker técnico na área de contabilidade, mas na adolescência foi o meu amigo e colega, só para lembrar, ele é quem me ajudava nas despesas escolares.
EIS A QUESTÃO, EU TENHO QUE SER:
1 - PROFISSIONAL
OU
2 - PARCIAL
A QUEM TENHO QUE ADMITIR?
TEXTO DE REFLEXÃO
Escritor:
Edson D'Lima Santana
Quem vocês acham que o Patrício deveria admitir?
ResponderEliminarAcredito que a parcialidade aqui se justifica sei lá, ele lhe ajudou muito na época e as entrevistas não revelam tudo da pessoa, as tantas ele também é bom so não teve boa prestação como a do primeiro. Mas acredito que se seu coração manda ajudar o amigo devia fazer
ResponderEliminarIdeia válida,
ResponderEliminarNesse caso ele deveria ignorar a parcialidade ou usar o profissionalismo?