sábado, 19 de dezembro de 2020

"SE EU DESSE OUVIDOS, AOS MEUS PAIS"


O arrependimento da desobediência




Antes de ler o texto, peço que penses nisso:

Melhor prevenir que remediar, não importa em que circunstância estejas tente ao menos pensar em se prevenir, não se iluda nas aparências ou a duração do namoro, a saúde não se compra.



Chamo - me Cláudia Rodrigues, vivo na Munhava, com os meus pais e minha irmã mas nova Telmina. Venho de uma família humilde, o meu pai é

professor e a minha mãe é enfermeira, os meus pais, sempre apostaram na minha educação. Bem que eu seguia com os ensinamentos dos meus pais, até completar os meus 19 anos, desde então eu me sentia a dona do meu nariz. Tudo começou quando eu conheci o Ricardo, jovem bonito, calmo, divertido, bastante inteligente e de uma família com posses. Todas garotas da turma se derretiam ao encanto do Ricardo, e eu não era excepção mas não dava bandeira, fingia não estar nem ai para ele, foi por isso, que lhe chamei mas atenção (ser a única que aparentemente resistia ao charme dele).


2 dias depois:

O Ricardo me convidou para estudarmos juntos na biblioteca e começamos a ficar mas chegados, no segundo dia fomos estudar na praia, e no terceiro dia em casa dele. Quando me dei conta, já tínhamos criado uma conexão e estávamos a namorar. Sinceramente ele é tão amável, presente e tão verdadeiro comigo. A minha mãe começou a desconfiar, por causa das horas em que eu chegava a casa. Ela tinha quase certeza que eu já havia começado a namorar. E quando ela me perguntou, neguei arredondamente com um tom alto, de nervosismo, como alguém que realmente têm a culpa no cartório, e isso me denunciava aos poucos.

A minha mãe disse: "Filha não se esquece que eu também já tive, a sua idade" tens que ter muito cuidado, com os rapazes de hoje em dia, enganam muito e fogem das suas responsabilidades. Minha mãe acrescentou dizendo: "para eu estar muito atenta, caso fosse para eu me relacionar com alguém, antes deveria me prevenir, assim evitaria gravidez indesejada ou outras doenças infecciosas." Eu disse: Mãe não se preucupe, eu ainda não namoro! mas se um dia isso for a acontecer comigo, certamente, que vou me prevenir.


Um mês depois:

Havia festa amanhecida em casa do Ricardo, era o seu "aniversário", na qualidade de  namorada dele, não poderia faltar. Horas depois: Entre risos e conversas, danças e um pouco de bebida, a festa foi ficando mas interessante. Quando eram por volta das, 2H de madrugada eu pedi ao Ricardo me acompanhar ao seu quarto, porque já estava muito cansada e um pouco bêbada, só queria descansar para acordar bem disposta, e ir para casa. Assim que entramos no quarto do Ricardo,  ele fechou a porta, ligou o computador e deixou a tocar a minha música predilecta, e começou a me fazer massagem, daí o clima esquentou, entre beijos, abraços e amassos, acabamos nos relacionando, mas esquecemos o essencial, "nos prevenir."


No dia seguinte:

Eu já não me lembrava, muito bem das coisas, fui a minha casa bem cedo, fiz todos os trabalhos de casa, me arrumei e saí para conversar com as minhas amigas.


4 meses depois:

Eu estava me sentindo meio estranha, estava muito preguiçosa, andava com muita vertinge, muito apetite e estava clara demais, era a primeira vez sentido esses maus estares, achei que fosse algo normal, tipo algo passageiro. E a minha mãe como já era experiente na matéria me perguntou: filha ultimamente andas muito estranha, tá tudo bem com sigo? Parece-me que estás grávida, depois vamos ao hospital, fazer teste! Eu (Cláudia) com medo da reação da minha mãe, disse que não estava grávida, e que não seria nenhum problema ir ao hospital mas logo. 

Mas na verdade eu sabia que tinha algo de errado em mim acontecendo, (que eu realmente, estava grávida). Logo que a minha mãe foi a sala, eu sai correndo para a casa do Ricardo contar-lhe o sucedido. Bem que ele já estava desconfiado, foi em uma das suas gavetas abriu e tirou um teste rápido de gravidez. Embora eu estava meio nervosa e com medo, fiz o teste para eliminar todas as minhas dúvidas, e como já imaginávamos, deu positivo o teste. O que eu ainda não sabia, é que o Ricardo desde a sua nascença é seropositivo têm (HIV/SIDA), e ele aproveitou a ocasião para contar toda a verdade oculta sobre a doença do século que ele portava. 

Eu vendo a minha vida quase destruída,"por causa da desobediência aos meus pais", sai da casa do Ricardo aos gritos e lágrimas escorrendo em meu rosto. Eu fui directamente para a minha casa, e tranquei-me por várias horas no quarto. Escrevi uma carta contando tudo que havia acontecido comigo e o Ricardo. Daí me enforquei, por vergonha e medo de sofrer preconceito. eu sinceramente não sabia como encarar essa triste realidade.


"Seja um pai ou mãe presente, dê - mais atenção, carinho e educação aos seus filhos, muita das vezes eles só precisam de conselho de alguém, que lhes inspire mais confiança, com certeza são os pais."



TEXTO DE REFLEXÃO



Escritor:

Edson D'Lima Santana

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