domingo, 9 de janeiro de 2022

Reminiscência (I'm black)

Estou de volta (Incarnation)







17:35min (Álvaro):
Nelva Sixpene (Esposa) e Carlota Álvaro Alfândega Sixpene (Filha), apesar de eu estar tão desesperado, com a presença dos assaltantes dentro da minha casa, tinha que me fingir de forte, e acalmar os ânimos dá minha família:
 "Não tenham medo, não vai acontecer nada de errado com vocês, filha não precisas chorar, pai está bem aqui do seu lado".


Álvaro Alfândega Sixpene:
Sinceramente, não sei o que vos trouxe aqui? Mas em fim, levem tudo o que quiserem nessa casa: 
Dinheiro, aparelhagem, carros, electrodomésticos, entre outros bens. Mas por favor, não façam nenhum mal a minha família, eu vos imploro.


Chefe dos assaltantes:
Quem você pensa que é? 
Para decidir ou opinar, o que tenho ou não de fazer? 
Mas espera aí, pensando bem, acho que tens toda a razão.
Puxei o gatilho da minha arma, apontei na cabeça do Álvaro e lhe disse o seguinte:
a) Realmente não irei tocar na sua família;
b) Relativamente aos teus bens, é claro que irei me apoderar de tudo que é seu;
c) De facto, prometi não tocar em sua família, mas não me lembro de ter te prometido nada.
Naquele momento, dei um tiro no pescoço do Álvaro, e lhe disse o seguinte:
A sua presença me incomoda, as suas conquistas me aborrecem, você tem a vida e o previlegio que eu sempre quiz ter. 
Por tanto, hoje vim colocar um fim na sua história, e tomar a posse do que é meu por direito.


Novamente, dei o segundo tiro ao Álvaro com muito prazer, logo a seguir, ordenei a todos meus comparsas, para retirarem as suas máscaras, e eu fui o primeiro a fazê - ló.
Sorrindo eu disse o seguinte: Aposto que estás muito surpreso primo Álvaro, sei que não contavas que fosse eu, porém de hoje em diante, tudo que era seu, agora me pertence, e aí da sua esposa ou a sua filha abrir o jogo para alguém.
Eu mesmo, irei me encarregar de acabar com a vidas delas, do mesmo jeito que estou a fazer com sigo primo.



Álvaro:
Eu agonizando, com sangue saindo pela boca, disse o seguinte:
Isso tudo por inveja primo, você nunca terá a honra como um homem, mas te prometo que isso não irá ficar assim, eu te juro que irei me vingar.



Assaltante:
Dei o último tiro nele, chega de zumzum primo (Álvaro), vingança é o prato que se come frio e você não está, nem se quer em altura de aquecer esse prato (vingança), descanse em paz.
A partir de hoje, não importa quem seja, se ousar a me irritar, irá fazer companhia ao meu falecido primo. 



42 anos depois:
Garson peço mais um shot de whisky, hoje o dia tá muito estranho para mim, sempre que eu fecho os olhos, costumo ter uma visão, feito um flash back. 
Mas só pode ser fadiga ou stress, por que tenho me concentrando muito ao trabalho.
Na próxima segunda-feira, irei solicitar as minhas férias, preciso um pouco de repouso, ultimamente a minha vida, resumi-se em: "bebedeira e trabalho".

De repente fechei os meus olhos (Sonho):
 "Isso tudo por inveja primo, você nunca terá a honra como um homem, mas te prometo que isso não irá ficar assim, eu te juro que irei me vingar."



Garson:
Edy Mambuque, Edy Mambuque, Edy, Edy, Edy acho que você exagerou um pouco na dose, queres que eu te acompanhe até a porta e chame um táxi? ou vais conseguir ir sozinho a casa, por que você não está muito bem hoje, companheiro.



Edy Mambuque:
Em toda a minha vida, nunca precisei de um (a) babá, sei muito bem me virar sozinho, agradeço a gentileza companheiro, agente se vê amanhã, aquela hora de sempre, continuação de um bom trabalho.



De madrugada (Sonho):
"Logo a seguir, ordenei a todos meus comparsas, para retirarem as suas máscaras, e eu fui o primeiro a fazê - ló. Aposto que estás muito surpreso primo Álvaro, sei que não contavas que fosse eu, porém de hoje em diante, tudo que era seu, agora me pertence, e aí da sua esposa ou a sua filha abrir o jogo para alguém."



Edy Mambuque:
Acordei gritando: Nãoooooooo... todo suado e assustado. 
Mas por quê, isso está a acontecer comigo constantemente, meu Deus?
O que quer dizer essas lembranças, sonhos, memórias que não saem da minha mente, será que isso é princípio de loucura? É melhor eu sair da cama.



2H depois:
Enquanto eu estava sentado a tomar café, bem próximo de casa, tive uma forte tontura e de repente adormeci.



Sonho:
Álvaro - Amor ninguém irá nos separar, eu e você contra o mundo;
Nelva - Tenho a máxima certeza disso amor, porém a contagem certa seria: Eu, você e o bebê contra o mundo. Nelva - Só não te contei antes, para não estragar a surpresa, estou grávida de uma menina, e ela se chamará Carlota.
Álvaro - Wau amor, mas que surpresa tão linda, não esperava é sério, estou tão emocionado.




Edy Mambuque:
Pela primeira vez, despertei sorrindo, aquele sonho foi tão envolvente, diferentes dos outros que eu estava a ter ultimamente.
Daí me fiz a seguinte questão:
"Será que essas pessoas (Álvaro e Nelva) realmente existem ou existiram?" 
Pesquisei na Google com o meu celular:
"Família Álvaro Alfândega Sixpene",
E acabei descobrindo, que ele foi assassinado em sua residência, e os criminosos até hoje não foram achados.


Daí pude perceber, por quê que nos meus sonhos, o Álvaro aparece várias vezes, mas sempre dizendo as mesmas palavras: 
"Te prometo que isso não irá ficar assim, eu juro que irei me vingar".
Por mais que, eu me recusasse a admitir, estava bem claro, que "eu e o Álvaro" somos as mesmas pessoas, ou seja eu sou a encarnação dele.



3 dias depois (Edy Mambuque):
Todas as ideias, memórias, planos e projectos do Álvaro, já estavam conectados em mim, como se fôssemos uma só pessoa. Ganhei a coragem e decide ligar para o número alternativo da Nelva, poís eu precisava lhe contar essa verdade (que estou vivo), embora em outro corpo.




Liguei para o celular da Nelva:
_Nelva: Tá sim, boa tarde!
_Edy M: Amor ninguém irá nos separar, eu e você contra o mundo;
_Nelva: Ao ouvir essa expressão, fiquei meio encabulada e assustada, desculpe com quem estou a falar?
_Edy M: Álvaro;
_Nelva: Ham... como assim, que Álvaro?
_Edy M: Desculpe Nelva, eu realmente chamo-me Edy Mambuque, isso pode até soar meio estranho para se, mas eu sou a encarnação do teu falecido marido (Álvaro);
_Nelva: Espera aí, você só pode estar de brincadeira comigo! Queres me dizer, que és o meu Álvaro? pelo amor de Deus, eu vi o meu marido morrendo, em meus braços baleado.
_Edy M: Nelva na verdade, já se passam mais de 3 meses, que eu não me vejo mas como Edy, mas sim como Álvaro.
_Nelva: Se é que dizes ser a encarnação do meu  falecido marido Álvaro, já agora quero que me diga alguns segredos nossos:
Onde me conheceste? Que horas eram? Qual é a data do meu aniversário e do nosso casamento? Qual foi a matrícula do nosso primeiro carro, cor e a marca? O que eu costumo fazer quando estou triste? Qual é o meu prato predilecto? E qual é a minha cor predileta?
_Edy M: Nelva eu te conheci dentro do avião, sentamos lado um do outro, quando regressávamos de Maputo para Beira, me questionaste que horas eram? Por que o seu celular já estava sem carga, e eu lhe respondi que eram 19:47min, a sua data de aniversário é 20 de Outubro de 1983, nós nos casamos em 22 de Janeiro 1998 na Igreja Catedral, a matrícula do nosso primeiro carro MBA 23 13, era cor branca da marca Isuzu, quando estas triste, gostas de ficar sozinha no quarto, sempre tiveste uma recaída por mariscos, mas o seu prato predilecto é lagosta, a sua cor predilecta é vermelha, e quando você zanga, cossa o nariz.
_Edy M: Nelva se é que te lembras, no meu último suspiro, já agonizando eu disse ao meu primo: "te prometo que isso não irá ficar assim, eu te juro que irei me vingar".
_Edy M: Nelva, eu sou vim buscar a vingança, por tudo que ele fez para mim, e o sofrimento que trouxe a minha família, após os 3 tiros.



Assaltante (Primo):
Com quem você está falando Nelva, e de quem é esse celular?





Contínua na segunda parte....





Escritor Roteirista:
Edson de Lima Santana

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