quarta-feira, 15 de setembro de 2021

HAUNTED HOUSE

Sozinha em Casa




Mãe

Filha, amanhã bem cedo, irei viajar em missão de serviço, volto depois da manhã, acho que isso não é nenhum problema para si. Aliás, já és bem crescida, podes cuidar muito bem da casa por um dia, mais se por ventura, precisares de alguém para lhe fazer companhia, eu posso ligar agora mesmo, para uma das sua primas.

 

Filha:

Não será necessário, fique descansada mãe, sei me virar muito bem sozinha, até porquê a casa é bem segura, se eu escutar alguns movimentos estranhos, irei gritar ou vou ligar para a vizinhança. 


Mãe:

Tá bem filha, já vou me deitar, porque amanhã, será um dia bem longo e preenchido, portanto tenho que repousar um pouco mais cedo.


Filha:

Sinceramente mãe, eu me impressiono com a mulher dedicada que a senhora é, por vezes até dá um arrepio ser a sua filha. Lutarei para ser igualzinha a senhora um dia (uma mulher guerreira, batalhadora e super valente), pensando bem, eu acho que tenho 99% de chance de ser igual a senhora minha mãe, pós o seu sangue de brasão, corre em minhas veias.


Mãe:

Não me faças rir filha, é claro que serás igual a mim, eu tenho lhe ensinado um pouco de tudo gradualmente, para que possas dar a continuidade ao nosso legado familiar, você é capaz e têm o potencial  para tal, beijo até amanhã filha, descanse bem.


Horas depois:

Quando eram por voltas 20:45min, após eu rever as matérias da faculdade, apeteceu-me ir a cama, assistir a estreia do meu seriado predileto "5º episódio de la casa de papel", não me lembro ao certo como eu dormi.  O facto é que, enquanto eu dormia, tive a impressão de ouvir vozes e alguns passos vindo em direcção ao meu quarto, por mais incrível que pareça, as vozes não eram nada familiar.

Os passos começaram a ficar cada vez mais intensos e próximos. Foi quando ouvi o som da porta do meu quarto se abrindo lentamente. Depois ouvi mais alguns passos, e senti como se alguém estivesse sentando na ponta da minha cama, pegou o meu laptop e caderno deixou em cima da mesa. 

Minutos depois: ficou me observando, deixou cair o meu lençol no chão, puxou a minha perna como se quisesse me deixar cair da cama, e apagou a lâmpada do meu quarto.


Segundos depois:

Eu despertei, assustada e suada, principalmente por causa da posição em que eu me encontrava (pernas fora da cama), o sonho era tão real, que até achei, que aquilo estivesse realmente acontecendo. Respirei fundo para tentar relaxar, lembrei que não havia jantado e muito menos havia desligado a luz do meu quarto, daí o medo começou a aumentar, descartando toda a possibilidade daqueles acontecimentos, terem sido apenas um sonho.

Primeiramente tentei apalpar na cama, para ver se achava o meu celular e nada, depois tentei apalpar para ver se achava o meu caderno ou o meu laptop também nada, levantei da cama rapidamente e liguei a luz do quarto, percebi que tudo estava realmente do jeito que eu  havia sonhado, o que acelerou cada vez mais o meu batimento cardíaco (desespero). Apesar de eu estar tão apavorada, peguei no meu celular e liguei para um dos meus vizinhos para vir a minha casa, o celular só tocou duas vezes, e se desligou por insuficiência de carga. 

De repente oscilou energia, escutei alguns passos e depois ficou tudo silêncio. Novamente ouvi um barulho como se alguém estivesse a tirar pratos para o jantar na cozinha. Em seguida escutei o som de um copo de vidro se quebrando no chão. Naquele momento, mil e uma possibilidades de ser um bandido ou um fantasma, não saiam da minha mente. Tomei a coragem, e comecei a andar lentamente em direcção a cozinha, para eu poder perceber o que realmente se estava a passar, e quando lá cheguei, espreitei, e vi que o jantar estava posto a mesa, mais ninguém estava lá.

Fiquei me questionando: "como isso é possível?", Se eu, estou sozinho em casa, "quem serviu a mesa?". Foi quando percebi, que havia uma torneira meio aberta no balcão da cozinha, fiquei com uma pulga atrás da orelha (quem abriu a torneira?), mais mesmo assim fui fechar. 

Mais uma vez, oscilou energia e escutei uma voz meio distorcida, dizendo: "O jantar já está na mesa, vamos jantar". Cheia de muito medo, lentamente, eu virei a cabeça para ver quem era, e para a minha surpresa não havia ninguém na cozinha. 

De repente escutei o som da televisão, como se alguém estivesse a assistir na sala, o que me deixou ainda mas interrogado "quem ligou a TV?" do nada senti um arrepio como se alguém estivesse me tocando no ombro, para eu olhar atrás, assim que eu virei as costas.



Apenas gritei bem alto "SOCORRRRRRRRRRO..."




To be continued...


II PARTE


12.09.2021


Escritor Routeirista:

Edson De Lima Santana

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