MAS O CASAMENTO DEVOLVE A VISÃO
"O limite da paciência"
Chamo-me Joaquina Sarneta tenho 29 anos, sou casada com Tomás Sarneta, tenho uma filha e sou empreendedora.
No dia 31 de Dezembro do ano 2013, quando eram por voltas das 21H,
fui em direcção a casa da minha melhor amiga passar o reveillon (festa da virada do ano), pelo caminho ia escutando musica de auriculares, derepente percebi que tinha um grupo de bêbado me seguindo, quando eles estavam preste a me atacar, por eu estar indefesa (sozinha), um moço chamado Tomás, percebeu o esquema dos malfeitores e fingiu ser o meu namorado. E quando eles viram o Tomás me abraçando, ficaram com vergonha e foram se embora, daí fiquei mas relaxada (apesar do susto), nem sei o que seria de mim na aquele momento, se ele não estivesse por perto.Por gentileza ficamos conversando, trocamos de contactos e ao me despedir mas uma vez agradeci ao Tomás, por ter me livrado daquela situação constrangedora. Três semana depois, eu e o Tomás nos sentíamos cada vez mais conectados, e mal conseguíamos nos distanciar, nem por uma hora. Depois de três meses, já nem conseguíamos disfarçar, o que sentíamos um pelo outro, é óbvio, que era algo a mais do que uma simples amizade.
Num belo dia, enquanto caminhavamos o Tomás pegou na minha mão e disse diante dos meus olhos: que já não suportava mais fingir que era o meu amigo, porque eu era a razão da felicidade dele, e que a vida dele antes de mim não fazia nenhum sentido, e que ele queria passar o resto dos anos da vida dele ao meu lado, e por fim, me pediu em namoro.
acho que até um cego já sabia qual seria a resposta, porque era óbvio que nós éramos apaixonados um pelo outro. Na verdade, ele era o tipo de homem que toda a mulher gostaria de ter em uma relação: simples, simpático, atencioso, carinhoso e companheiro.
Como diz o ditado: Quando a esmola é demais, o santo desconfia, ele era tão certo, um tipo perfeito, sem nenhum erro ou defeito.
7 anos depois, eu já havia me casando com o Tomás e tinhamos uma filha chamada (Rosa) de 5 anos de idade, todos os dias agradeço a Deus pela linda família que me deu de presente. Aos poucos o Tomás foi mostrando o seu lado obscuro, eu não sei se ele sempre foi assim ou se ele fingia ser uma boa pessoa, mas agora ele está a se revelar (mostrando a sua verdadeira face), ele passou a vir todos os dias em casa embriagado e muito agressivo. Nos últimos meses as brigas entre nós tornaram-se rotineiras, por vezes ele partia para cima de mim (me espancava) sem piedade, em frente da nossa filha.
Nunca imaginei que ele fosse chegar até esse ponto, sinceramente eu me sentia mas avontade quando ele não estivesse em casa. Certa vez ele me tratou feito empregada em frente dos seus amigos e colegas, me insultou, me exigiu para cozinhar rápido para eles enquanto bebiam em casa, se não ele haveria de me espancar novamente, e como se não bastasse, nem havia deixado nada em casa (dinheiro). Mas para comprar caixas de cerveja e vinho para os seus amigos se divertirem, tirava dinheiro na hora, nem sei que mal eu fiz para merecer tudo isso.
Eu e o Tomás passávamos mas tempo brigando por tudo e por nada, ele já nem dava assistência a sua família, mal falava comigo, para ser sincera eu me sentia como um objecto de prazer para o Tomás. Ele me exigia a se envolver sexualmente com ele na qualidade de marido, mas na verdade ele já não me tratava como esposa faz tempo, não me dava atenção e muito menos me respeitava, sinceramente paciência tem limites.
Vocês acham que eu deveria ter mas um filho com o Tomás (engravidar dele) ou por outra eu deveria continuar nessa relação abusiva e violenta?
TEXTO DE REFLEXÃO
Escritor:
Edson D'Lima Santana
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