domingo, 15 de novembro de 2020

As gémeas “Amando o mesmo homem.”

 

Chamo me Kelvin de Sousa, tenho 27 anos, vivo em Nampula, estudo na Universidade Unilurio terceiro ano no curso de contabilidade.

Perdi o meu pai aos 7 anos de idade, mais os seus ideais para sempre estarão marcados na minha mente, com a morte do meu pai, a minha mãe teve que tomar duas posições (de mãe e pai), o que não era nem um pouco fácil para ela, mais ela deu a volta por cima e superou tudo de cabeça erguida.  Infelizmente

não tive muita sorte no relacionamento amoroso, realmente até hoje não percebia se o erro estava em mim ou na minha namorada. Em fim, era muito romântico, atencioso, sincero e muito fiel para a minha parceira, talvez elas se aproveitavam da minha ingenuidade.

Tudo começou quando eu encontrei a minha ex namorada dentro do carro aos beijos com outro tipo, se eu fosse outro talvez teria partido o vidro do carro, mais em fim, fiz o que muita gente nessa hora não pensam em fazer, agir de forma correta e sem agressividade, esperei eles terminarem de se beijar e bati a porta do carro só para ela poder perceber que eu há  vi. É frustrante esse episódio (passar por isso), mais aprendi a lição: " pude perceber, que ela por mais linda e humilde que fosse, não era a mulher certa para mim, porque mais cedo ou mais tarde isso haveria de acontecer, porque a traição é uma escolha.".

 O mais engraçado é que eu já havia avisado a minha família, que dentro de uma semana nós havíamos de nos anelar(oficializar o relacionamento). Eu não sei se era sorte ou azar mas descobri a tempo que estava a ser traído, talvez se eu fosse contado não acreditaria, mais presenciei o acto, ela se encaixava comigo em todos os sentidos, não havia problemas e nem defeitos para nós, tudo facilmente superávamos e coordenávamos até acontecer a traição, que sorte minha nem. Desde então o meu conceito por mulheres mudou automaticamente, já não confiava mais em mulheres excepto a minha mãe, até que elas me provem o contrário. Em plena  jornada científica escolar eu conheci as irmãs gémeas Carla e Paula, foi como se a minha vontade de amar houvesse voltado.

 Na verdade fiquei confuso, por que não sabia as diferenciar, e não sabia se era a Carla ou Paula, que estava realmente interessada por mim. Primeiramente elas se divertiam me vendo em dúvida, por não saber diferencia-lás. Meses depois o assunto ficou serio, por que entre elas começaram haver desentendimento, a Paula apenas gostava de mim e fazia ciumes, para a Carla que realmente estava apaixonada por mim. Uma vez, a Paula se fez passar por Carla, disse que me amava e queria fazer amo comigo, achei muito estranho por que a Carla não era tão radical, mas em fim, fiquei na aquela que a Carla estava decidida, "por que quando as mulheres querem algo, não há nada que as pare".

 Horas depois a Carla liga a dizer que estava com saudades de mim, e ai veio a dúvida! Como assim? estas com saudades? Se ainda a pouco estavas na minha casa, e a Carla disse: estas de brincadeira comigo nem Kelvin, por que desde a semana passada não venho a sua casa. Eu pedi a Carla para que viesse a minha casa, para lhe contar o que havia acontecido. Quando a Carla chegou a minha casa, lhe contei o que havia sucedido, lhe mostrei as mensagens e chamadas feitas pela sua irmã gémea Paula, mas mesmo assim a Carla não quiz acreditar em mim, e achou que eu estivesse a se aproveitar da situação (por elas serem gémeas).

O que Carla não sabia, é que a Paula havia usado o seu celular para fazer a ligação e apagou os registos de chamada. Fez penteado identico a irma e usou o vestiu da Carla para poder confundir o Kelvin (para não conseguir lhe reconhecer). Duas semanas depois, a Paula fez a mesma jogada, usou o celular da Carla quando ela estava no quarto de banho, e escreveu a seguinte mensagem: “Kelvin posso vir em sua casa, estou com saudades?” O que a Paula não sabia é que o Kelvin e Carla estavam brigados.

Eu tinha a certeza, que era a Paula e não a Carla que havia enviado aquela mensagem, eu disse: para Paula vir as 16h, porque até essas horas, eu já estaria livre. Pontualmente as 16H a Paula bateu a porta da minha casa e pediu licença. Eu (Kelvin) gritei bem alto do lado de dentro, pode entrar estou no quarto, ao entrar a Paula foi verificando se estava mais alguém dentro da casa, foi quando ela percebeu que o Kelvin estava sozinho em casa. Antes de bater a porta do quarto do Kelvin despiu toda a roupa, e de seguida bateu a porta, eu apenas lhe disse pode entrar. Ela entrou no meu quarto toda pelada, para o espanto dela eu estava no quarto com a Carla, para tirar a limpo essa historia dela se fazer passar por sua irmã gémea.

 

Se fosse no seu caso o que farias, sendo a Carla?

 

    

 

Escritor: Edson De Lima Santana


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