Chamo me Kelvin de Sousa, tenho 27 anos, vivo
em Nampula, estudo na Universidade Unilurio terceiro ano no curso de
contabilidade.
Perdi o meu pai aos 7 anos de idade, mais os seus ideais para
sempre estarão marcados na minha mente, com a morte do meu pai, a minha mãe
teve que tomar duas posições (de mãe e pai), o que não era nem um pouco fácil para
ela, mais ela deu a volta por cima e superou tudo de cabeça erguida. Infelizmente
não tive muita sorte no relacionamento amoroso, realmente
até hoje não percebia se o erro estava em mim ou na minha namorada. Em fim, era
muito romântico, atencioso, sincero e muito fiel para a minha parceira, talvez
elas se aproveitavam da minha ingenuidade.
Tudo começou quando eu encontrei a minha ex namorada dentro do
carro aos beijos com outro tipo, se eu fosse outro talvez teria partido o vidro
do carro, mais em fim, fiz o que muita gente nessa hora não pensam em fazer,
agir de forma correta e sem agressividade, esperei eles terminarem de se beijar
e bati a porta do carro só para ela poder perceber que eu há vi. É frustrante esse episódio (passar por isso), mais aprendi a lição:
" pude perceber, que ela por mais linda e
humilde que fosse, não era a mulher certa para mim, porque mais cedo ou mais
tarde isso haveria de acontecer, porque
a traição é uma escolha.".
O mais engraçado é que eu já havia avisado a minha família, que dentro
de uma semana nós havíamos de nos anelar(oficializar o relacionamento). Eu não
sei se era sorte ou azar mas descobri a tempo que estava a ser traído, talvez
se eu fosse contado não acreditaria, mais presenciei o acto, ela se encaixava comigo
em todos os sentidos, não havia problemas e nem defeitos para nós, tudo
facilmente superávamos e coordenávamos até acontecer a traição, que sorte minha
nem. Desde então o meu conceito por mulheres mudou automaticamente, já
não confiava mais em mulheres excepto a minha mãe, até que elas me provem o
contrário. Em plena jornada científica
escolar eu conheci as irmãs gémeas Carla e Paula, foi como se a minha
vontade de amar houvesse voltado.
Na verdade fiquei confuso, por que não sabia as diferenciar, e não
sabia se era a Carla ou Paula, que estava realmente interessada por mim. Primeiramente
elas se divertiam me vendo em dúvida, por não saber diferencia-lás. Meses
depois o assunto ficou serio, por que entre elas começaram haver
desentendimento, a Paula apenas
gostava de mim e fazia ciumes, para a Carla
que realmente estava apaixonada por mim. Uma vez, a Paula se fez
passar por Carla, disse que me amava
e queria fazer amo comigo, achei muito estranho por que a Carla não era tão radical, mas em fim, fiquei na aquela que a Carla estava decidida, "por que quando as mulheres querem algo, não há
nada que as pare".
Horas depois a Carla liga a dizer que estava com
saudades de mim, e ai veio a dúvida! Como assim? estas com saudades? Se ainda a
pouco estavas na minha casa, e a Carla disse: estas de brincadeira
comigo nem Kelvin, por que desde a
semana passada não venho a sua casa. Eu pedi a Carla para que viesse a minha casa, para lhe contar o que havia
acontecido. Quando a Carla chegou a
minha casa, lhe contei o que havia sucedido, lhe mostrei as mensagens e chamadas
feitas pela sua irmã gémea Paula, mas
mesmo assim a Carla não quiz
acreditar em mim, e achou que eu estivesse a se aproveitar da situação (por
elas serem gémeas).
O que Carla não sabia,
é que a Paula havia usado o seu
celular para fazer a ligação e apagou os registos de chamada. Fez penteado
identico a irma e usou o vestiu da Carla para poder confundir o Kelvin (para não conseguir lhe
reconhecer). Duas semanas depois, a Paula fez a mesma jogada, usou o
celular da Carla quando ela estava no quarto de banho, e escreveu a
seguinte mensagem: “Kelvin posso vir em sua casa, estou com saudades?” O que
a Paula
não sabia é que o Kelvin e Carla estavam brigados.
Eu tinha a certeza, que era a Paula e não a Carla que havia enviado
aquela mensagem, eu disse: para Paula vir as 16h, porque até essas
horas, eu já estaria livre. Pontualmente as 16H a Paula bateu a porta da minha casa e
pediu licença. Eu (Kelvin) gritei bem alto do lado de dentro,
pode entrar estou no quarto, ao entrar a Paula
foi verificando se estava mais alguém dentro da casa, foi quando ela percebeu
que o Kelvin estava sozinho em casa. Antes de bater a porta do quarto
do Kelvin
despiu toda a roupa, e de seguida bateu a porta, eu apenas lhe disse pode
entrar. Ela entrou no meu quarto toda pelada, para o espanto dela eu estava no
quarto com a Carla, para tirar a limpo essa historia dela se fazer passar
por sua irmã gémea.
Se fosse no seu caso o que farias,
sendo a Carla?
Escritor: Edson De Lima Santana
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